segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Desentendido

Na montanha das desilusões,
atributos oriundos da discórdia,
desfazem o que ainda resta da sanidade,
louco de pedra,
faz as coisas no impulso, 
tropeça e nega os próprios erros,
machuca o seu coração,
e tanto a direita quanto a esquerda,
leva para a direção do abismo,
apenas o consenso leva ao paraíso.

A caminhada é dura,
cheia de encontros e desencontros.
O vento frio, racha a pele,
e entristece o viajante.
A vontade de desistir,
desmerece a glória.
Caminho árduo,
amargura do desestimulo.

A poeira sobe, enquanto o sol se esconde,
e a principio tudo é mais difícil,
o brilho do olhar não ilumina,
as estrelas não indicam o cume da montanha.

Sonetos góticos, sussurram no ar,
esperando a falência do viajante.
Suplicou  a Deus,
pediu dispensa da caminhada.
Chorou, e suas lagrimas salgadas,
não serviram para aliviar sua sede.

Passou em penumbra,
sentiu em sua nuca o uivo dos lobos.
Sentiu medo, rastejava em direção as trevas.

Lamentou o ocorrido,
pediu desculpas,
porém a fome não passará,
e nem a luz ele alcançará.

Desprovido das suas forças,
nem as respostas procurava mais.
Apenas caminhava,
e perdia os laços de amor,
a cada passo ou rastejo,
lembrava que as verdades e mentiras da sua vida,
não restava nem ao menos uma realidade,
que já não estivesse corrompida,
todo orgulho era combatido com orgulho,

Continua...
Ou talvez não...

Um comentário:

  1. "não restava nem ao menos uma realidade,
    que já não estivesse corrompida,
    todo orgulho era combatido com orgulho,"

    e do orgulho tirava a força precisa para continuar a rastejar...


    Gostei disso. Acho que já me vi assim...

    ResponderExcluir