sábado, 28 de novembro de 2009

Autópsia de um amor, parte 6, Como se fosse por uma vida inteira,

Apesar de eu desejar mais de Afrodite, me contentava com os risos e felicidade que ela me provocava.
Mesmo sem ela falar que me amava eu sentia que a cada momento ela se prendia mais a mim.
Já parecia que nós conhecíamos por uma vida inteira, lembravamos  um do outro durante o dia seguinte, como se estive no subconsciente a necessidade de lembrar um do outro.
Segue parte de nossas conversas:
Afrodite: hj aqui, minha irmã fez uma brincadeira, e eu falei sem querer, ta igual ao Hades
Hades: hahahah... e o que ela falou?
Afrodite: ai ela perguntou, quem é Hades?
Afrodite: eu disse ninguém
Por um lado eu fiquei super feliz por ter a certeza que ela pensava em mim mesmo sem querer, por outro lado senti que ser ninguém não é muito legal, Afrodite tinha vergonha do nosso relacionamento ou que não queria deixar que outras pessoas soubessem de mim.
Falando com ela minhas frases se transformavam em poesias, sem duvida ela era minha musa, entre as várias poesias que eu declarava meu amor a Afrodite, finalmente ela admite que me ama, talvez eu já soubesse disso, porém nada é melhor do que a pessoa amada te dizer que te ama, sensação tão boa que era capaz de me fazer estar no céu, era tão bom que embriagava meus pensamentos e a única luz que enxergava era a dos olhos de Afrodite.
Quanto mais os dias se passavam eu me acostumava mais com a necessidade de te-lá em minha vida, mesmo com ela retribuindo meu amor com carinha, felicidade e amor, eu sentia que ela via nosso relacionamento como algo errado, algo que deveria ficar apenas entre nós, que sua família não podia se que sonhar com minha existência.
Eu nunca estou contente com o que eu tenho, sempre quero mais, e é essa vontade de querer mais que rege minha vida, e eu queria ter Afrodite por completo, talvez tenha sido essa cede abalou nosso destino.

Um comentário:

  1. Como seria dialogar com a deusa do Amor? A possibilidade me animou! Humm...Adorei!!

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